
Meu trabalho nasce de um fascínio antigo pelo silêncio, pela força da palavra e pela capacidade das imagens de fundar mundos. O que começou no palco do teatro e passou pelo rigor do fotojornalismo, hoje se manifesta como uma prática artística indisciplinar: para mim, dirigir um filme, conceber uma instalação visual, escrever ou pesquisar são gestos de uma mesma obra.
Desde 2013, investigo o audiovisual não apenas como tela, mas como espaço de escuta e intervenção. Minha assinatura reside na intersecção entre território, memória e fabulação. Seja na construção de uma narrativa documental ou na espacialidade de uma instalação, busco traduzir as tensões do cotidiano e as temporalidades que nos atravessam. Entendo a pesquisa acadêmica como criação e a criação artística como pensamento crítico, unindo tecnologias e poéticas para desafiar o olhar e dar forma às histórias que precisam ser narradas.